Espada partida




Espada partida

Um guerreiro em uma batalha sangrenta, luta com todas as suas forças, no calor do combate, ao lutar com seu arqui-inimigo no choque de ambas as espadas, a espada do guerreiro se parte, se quebra, sobrando somente o cabo e um pedaço de lâmina.

O guerreiro recebe um golpe quase mortal de seu inimigo que possuía o nome “EU”, enquanto sangrava o guerreiro fugia de “EU”. Se arrastando pela floresta da vida, se escondendo atrás da sequidão de troncos e cavernas.

O guerreiro precisava chegar até a casa do ferreiro, somente este indivíduo poderia forjar outra espada, só uma espada era capaz de deter “EU”.

A espada partida não estava com a liga certa, o nome da espada era “coração”.

Da “coração” só sobrara uma pequena parte, mas o artífice pegou pequenos blocos de aço e o prensou sobre o pedaço de lâmina restante.

Um processo trabalhoso, somente artífices hábeis poderiam fazê-lo.

Então aquele bloco de aço com cabo foi colocado na forja à 1600 graus… a “coração” é aquecida, quase derretida, e em seguida recebe golpes de uma marreta chamada “vida”.

O artífice desfere todo o peso da “Vida” sobre o aço incandescente da “coração” até ela se dilatar, esticar, vai tomando forma, vai se expandindo, e ficando do tamanho exato onde um hábil guerreiro pode manipulá-la.

O artífice pega a espada “coração” e a coloca em um enorme recipiente com água chamado “refrigério” e coloca a espada na temperatura ambiente.

Agora o aço da “coração” está temperado, porém falta mais um processo, ela precisa ser desbastada e afiada.

A esta altura, o guerreiro já se recuperou dos ferimentos, o artífice o chama e o avisa que a “coração” está pronta para lutar contra o “EU”.

O guerreiro coloca sua armadura e a espada em sua bainha e cavalga rumo ao campo de batalha, “EU” havia erigido muitos reinos, a saber: soberba, egoísmo, falta de amor, crueldade, violência e leviandade!

Quando “Eu” viu o guerreiro não exitou em ir contra ele, mas ao desembainhar sua espada “coração” o reflexo do sol deixou “EU” completamente cego, o guerreiro lhe cortou a cabeça, e demoveu todos os reinos erigidos pelo velho arqui-inimigo.

O segredo da luta era a arma certa, “coração”.

Somente aquele artífice poderia forjá-la, o mais estranho e curioso desta história é que há tempos atrás este artífice era um “Carpinteiro de Belém”.

O guerreiro nunca entendeu como o artífice manipulava aquela marreta chamada “Vida” com tanta perícia, já que ele possuía furos em ambos os pulsos!!!

Autor: Anderson Ribeiro Sousa.

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