Olhe adiante, olhe além, olhe acima...

Olhe adiante, olhe além, olhe acima...

A vida é boa com alguns e cruel com outros.

Cresci à sombra de quem eu achava ser, pobre coitado, me achava o ser mais feio da escola, da igreja.

Sem oportunidades, fiz de tudo um pouco, sofri na mão de chefes e patrões tiranos ou desumanos.

Eu andava de cabeça baixa...

Odiava fotos...

Me escondia atrás de um humor forçado.

Achava que os holofotes da reprovação de outros estavam sobre mim.

Foquei no trabalho, foquei no que sabia realmente fazer, mergulhei nos livros, autodidata, virava noites estudando, testando, aprendendo.

Consegui um ofício, consegui uma família, consegui uma vida, consegui uma empresa.

Tudo muito rápido, ainda andava de cabeça baixa, mas tentava provar o meu valor.

Nem percebia o quão perdido me encontrava, odiava estar junto de pessoas, simplesmente por achar que eu sempre seria reprovado.

O ser humano tem a mania de plantar algo de valor ou alguém sobre si.

Quando perdemos este algo ficamos sem referência, sem direção, como se a vida não tivesse sentido...

Mas quando entendemos quem somos, nosso real valor.
As cobranças injustas que impomos a nós mesmos acabam.

Temos o vislumbre de quem somos.

Ouse apaixonar-se por si mesmo, ouse andar sem pedir permissão, ouse fazer suas escolhas plenamente consciente de quem você é e o que tem a oferecer a outros.

Eu não oferecia presença, nunca estava presenta na minha própria vida.

Hoje eu estou presente e vivo, meus filhos tem o melhor de mim, meu coração e minha atenção.

O que quer que tenha valor, plante do lado de si, pois sobre si te impedirá de cavar fundo e achar a pepita de ouro que há dentro de você. Todos nós a temos, ouro bruto, precisa ser limpo, purificado.

Ande de cabeça erguida, nunca é tarde para encontrar o seu valor.

Autor: Anderson Ribeiro Sousa

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