Construindo uma ponte...

Construindo uma ponte...

Fundamos nossa casa, nossa cidade pessoal sobre um continente.
Ali está a nossa história, nossa identidade, edificações mentais e emocionais. 
Mas a vida às vezes traz tempos de guerra, tempos sombrios, tempos de escassez. 

A guerra algumas vezes se instaura de uma forma tão brutal e violenta que você mesmo explode uma bomba atômica para separar sua pequena cidade do continente.

Você vira uma ilha e começa a controlar o acesso a sua cidade, na verdade muros são erguidos, enquanto a cidade permanece destruída. Após algum tempo, tudo na cidade normalizou, a vida foi reconstruída e os muros outrora necessários começam a ser derrubados um a um.

Agora você constrói uma ponte, nenhuma cidade subsiste sozinha, nenhuma cidade pode ser ocupada por um só morador, nenhuma cidade pode ficar isolada do mundo.

A ponte foi erigida mas com uma certa vigilância em suas fronteiras, com um pedágio a ser pago ao preço de companheirismo, amizade e amor ao próximo. Tentativas de invasão e arrombamento ainda ocorrem mas são contidas.

Mas existe em algum lugar alguém que carrega um passe livre, ela passa direto até o centro da cidade, não chegou ainda, se encontra em viagem para este destino, quem é a viajante, não faço ideia.

No momento a ocupação é apenas em melhorar a cidade, melhorar a casa e manter erguida em vigilância a ponte que leva ao coração.


Autor: Anderson Ribeiro Sousa

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