Salto para a morte ou para a vida?

Salto para a morte ou para a vida?


Um ensaio sobre se ter garantia das coisas.

A vida é tão randômica que não nos permite planejar com exatidão os resultados que esperamos.

Mas ainda assim queremos garantia, garantia de sucesso, de felicidade, de que vai dar certo. Queremos garantia, certeza de tudo enquanto a vida não nos dá certeza de nada.

Eu nem sei se vou conseguir terminar esta frase!
Ufa, terminei.

Queremos garantia no amor, mas é impossível.
O amor é como você estar em um avião a cinco mil metros de altitude e te convida a pular de paraquedas.

Mas ele não te dá garantia de que o paraquedas irá se abrir, e se abrir, você também não tem garantia que o paraquedas (o amor) não vá se rasgar, se partir antes de pisar em terra firme.

Sim, uma queda iminente em alguns casos, queda dos que não se abriram ou se rasgaram durante a descida.

O interessante é que quando se salta e o paraquedas abre, relaxamos, esquecemos que nossos pés ainda não tocaram o chão.

Os que caíram e se machucaram, começam a ter medo de saltar, entram no avião, vestem a roupa e colocam o paraquedas mas não saltam.
O medo de não se abrir ou rasgar, o medo da queda, o medo do fracasso, o medo da sensação até mesmo de pisar em terra firme dos que pensavam estar seguros os prende.

Só que esquecemos uma coisa, um dia o avião não levanta mais vôo, ou até mesmo cai.
O avião é a vida, que te convida a pular de paraquedas todos os dias, fico da janela no meu ascento pensando se pulo. 
Enquanto isso o avião vai e vem, enquanto isso uns pulam e morrem e outros pulam e obtém sucesso, e na próxima viagem pulam acompanhados.

A vida te convida, te chama, aquele vento te seduz, lá de cima olhamos para baixo e vemos tudo pequeno e tão incerto.

O que estou aprendendo?

Fazer manutenção do meu equipamento, preparando para dar um salto para a morte ou para a vida, não sei em que momento pularei, mas o dia virá.

Garantia?
Não temos nenhuma, mas precisamos pular ou morreremos no avião da vida.

Alguns infelizmente pulam para a morte, sem paraquedas.
Não arrisco assim, pois se não der certo quero estar inteiro para saltar uma vez mais.

Autor: Anderson Ribeiro Sousa

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