Salto Mortal


Salto Mortal...


Um certo homem caminhava por um vale desértico, milhas e milhas de areia e pó, rachaduras no solo, fendas que cortavam o chão.

Ele continuava caminhando, desistiu de sua morada que ficava em uma gélida caverna.

Ele não tinha recursos, não tinha lenha para se aquecer. Aprendeu a sobreviver, existir e quase sucumbir.

Vivia sem expectativas, sem sonhos, apenas flashes passavam em sua mente.

Ele se cansou e saiu a explorar o vale.

Procurava por algo novo, mas não sabia o que era.

Procurava pelo incomum, pelo singular, pelo unitário, procurava por si mesmo.

Continuou a percorrer o vale, a localização do mesmo era em uma terra chamada mente. O Vale da Mente!

O chão começou a rachar ainda mais e uma fenda começou a ir em direção ao homem que empreendeu fuga.

A cada passo sua morte parecia estar decretada, mas algo o impelia a correr ainda mais, algo não unitário, mas singular e incomum.
Algo planetário e interplanetário, não foi o Universo que o impeliu, mas sim o seu Autor.

Da beirada do abismo parecia o fim e uma voz disse: PULE!! PULE PARA A MORTE DO SEU "eu" e EU MESMO HABITAREI EM TI.

E ele pulou e do outro lado se agarrou a uma rocha chamada FÉ!!!

Seu "eu" morreu para que a sua singularidade renascesse.

Autor: Anderson Ribeiro Sousa

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vale do Trovão

A represa!

Quando te Conheci